Novos associados são recebidos em evento na Acib
Mais de 60 novos associados da Acib foram recebidos para um coquetel na sede da entidade...

Avelino Lombardi, presidente da Acib (Associação Empresarial de Blumenau)
Não há dúvida de que a Reforma Tributária é fundamental para corrigir as distorções históricas do nosso sistema tributário. Porém, mais do que simplificar e unificar impostos, é necessária uma profunda reflexão partindo da sociedade no sentido contrário: Qual é o tamanho do Estado que queremos? Quanto a sociedade está disposta a pagar por isso? Ou seja, o Estado é que deve se adaptar à realidade demandada pela população e não o inverso.
A Acib (Associação Empresarial de Blumenau) está contribuindo para isso da sua maneira, junto aos poderes Executivo e Legislativo municipais, atuando em parceria e sugerindo mudanças que possam resultar em um enxugamento dos gastos.
Porém, precisamos de mais envolvimento, em âmbito regional e nacional, das entidades representativas e também da sociedade como um todo. Ao longo de décadas, criamos um Estado caro e ineficiente, que atende a interesses individuais e não coletivos. Absolutamente incompatível com a possibilidade de prosperidade do país.
Do ponto de vista empresarial, enfrentamos problemas como a burocracia, baixa produtividade das empresas e pouco investimento em ciência, tecnologia e inovação. O custo para exportar ou importar no Brasil é quase o dobro da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Simples Nacional, que deveria beneficiar as empresas de micro pequeno e porte acaba, muito vezes, implicando e alíquotas maiores que as prevista nos regimes de tributação adotados por médias e grandes empresas.
Por parte da população a situação não é diferente. O Brasil figura entre os países com as mais elevadas cargas tributárias do mundo. Segundo o Banco Mundial, perde-se 1.958 horas por ano (mais de 81 dias completos) no Brasil apenas para se pagar tributos e taxas.
Boa parte desses recursos serve para manter uma máquina gigantesca e inoperante de um Estado preocupado com os interesses de poucos. No dia a dia, não vemos a aplicação de todo esse dinheiro em benefício de áreas prioritárias como saúde, infraestrutura, educação e segurança.
Só conseguiremos mudar esse cenário com o envolvimento de todos. É necessário que a sociedade como um todo, incluindo as entidades empresariais, percebam a importância de participar desse processo. O Estado precisa diminuir.