Valec aprofundará estudos nas alternativas de traçado do Corredor Ferroviário de SC

Valec aprofundará estudos nas alternativas de traçado do Corredor Ferroviário de SC
26/06/2018

Valec aprofundará estudos nas alternativas de traçado do Corredor Ferroviário de SC

Representantes da Valec estiveram em Rio do Sul no dia 22 de junho para apresentação de estudos técnicos da construção do Corredor Ferroviário de Santa Catarina, a convite da ACIRS (Associação Empresarial de Rio do Sul). O superintendente de planejamento da Valec, Fábio Vinícius Bittencourt Silva e o gerente de planos e programas, Francisco Luiz Baptista da Costa apresentaram o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), que analisa diretrizes de traçado para o corredor que quer ligar Dionísio Cerqueira, no oeste catarinense, à região de Itajaí, no litoral. Estiveram presentes representantes de cidades do Alto Vale, associações empresariais, entidades e representantes políticos.

Até então, foram realizadas duas reuniões participativas no estado para apresentar as opções de traçado do corredor ferroviário e para coletar subsídios para o aprimoramento dos estudos técnicos. “Não descartamos nenhuma possibilidade. Só teremos um traçado definitivo quando tivermos o projeto de engenharia, mas ainda não chegamos nessa fase, estamos em estudo. Vamos testar várias alternativas e uma delas passa pelo Vale do Itajaí”, explica o gerente de planos e programas da Valec.

Um traçado ligaria Dionísio Cerqueira a Itajaí, pelo Vale do Itajaí, e outro, sairia de Dionísio Cerqueira rumo a Imbituba, com uma conexão até Tijucas. “Essa reunião foi muito importante, contamos com o envolvimento de várias entidades. Tomamos conhecimento do levantamento que está sendo feito, inclusive do traçado que passaria aqui pelo Vale do Itajaí e se conectaria na futura Ferrovia Litorânea”, avalia o diretor de relações institucionais da Acirs, Eduardo Schroeder.

A novidade trazida pela Valec é o fato de que serão aprofundados os estudos de ambos os traçados. Ou seja, a empresa dará continuidade não apenas de uma, mas de ambas as alternativas nas questões ambientais, operacionais e socioeconômica, além de análise econômico-financeira e de risco. O aperfeiçoamento inclui também os levantamentos aerofotogramétricos.

“A Valec entendeu as ponderações colocadas na reunião e irá avaliar mais profundamente, principalmente com relação ao isolamento do Vale do Itajaí. Por aqui o trajeto é mais barato e tem mais carga transitando, por isso é importante lutarmos por um traçado ou conexão para nossa região”, enfatiza Schroeder.

Segundo dados da Valec, o valor contratado para elaboração do EVTEA, do levantamento aerofotogramétrico e do projeto básico de engenharia é de aproximadamente R$ 48 milhões, dos quais foram dispendidos até o momento, R$ 3,5 milhões. No que tange à construção da ferrovia, montante do investimento só será obtido após a conclusão do projeto básico de engenharia. A estimativa é de que a ligação direta a Itajaí custe R$ 14,5 bilhões, enquanto o “Y” para Imbituba e Tijucas saia por R$ 16,1 bilhões.

Com informações da assessoria de imprensa da Acirs.

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